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Como investir no Tesouro Direto?

Publicado em - Atualizado em

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O Tesouro Direto é uma das aplicações mais seguras do mercado e costuma ser uma alternativa bem mais rentável do que deixar o dinheiro na poupança. Na prática, o Tesouro Direto equivale a emprestar dinheiro para o governo. Esses recursos são então direcionados para o financiamento de áreas como educação, infraestrutura e saúde.

O investimento em Tesouro Direto tem ganhado cada vez mais espaço entre os investimentos de renda fixa. Só para se ter noção, em um ano, o número de investidores ativos cresceu 47,7% e atingiu 845 mil participantes, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, vinculada ao Ministério da Economia.  

Criado em 2002, através de uma parceria entre o Tesouro Nacional e a BM&F Bovespa, o objetivo central foi tornar acessível a aquisição de títulos públicos por qualquer pessoa.

E não é que isso tem dado certo?

Em seis anos, o número de investidores cadastrados passou de 334.285 para 3.374.646. Isso equivale a um aumento de 910%! Surpreendente, não?

O processo para investir é bem simples. Você só precisa ter acesso à internet e uma conta em uma instituição financeira. A partir de R$ 30 já é possível aplicar em títulos do Tesouro Direto e obter um bom rendimento.

Rentabilidade

Os títulos públicos rendem uma taxa muito próxima a 100% do CDI, que como já vimos é o benchmark da renda fixa.

É interessante que a venda antecipada também pode trazer bons lucros ao investidor. Isso acontece porque os títulos do Tesouro Direto são precificados diariamente, conforme as expectativas do mercado quanto aos juros futuros. Dessa forma, quando eles caem, o preço dos papéis aumenta. Isso significa que eles estão valendo mais do que você pagou.

Outra vantagem é a liquidez diária. Assim você pode solicitar o resgate do Tesouro Direto a qualquer momento. O risco dessas operações também tende a ser muito baixo, já que o governo federal é o emissor.

Tipos de títulos

Apesar de estar na categoria de renda fixa, cada um dos títulos do Tesouro Direto rende de uma forma diferente.  

É legal esclarecer que, a partir de 2015, houve mudança no nome dos títulos com o objetivo de popularizar o programa. Assim, os títulos LFT, NTN-B e LTN, agora são conhecidos, respectivamente, por Tesouro Selic, Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado.

Tesouro Selic: É um dos papéis mais conhecidos e têm sua rentabilidade indexada à taxa Selic, pagando cerca de 100% do CDI. Tem baixa volatilidade e você pode fazer o resgate antes do vencimento sem perder dinheiro.

Tesouro IPCA+: Esse título proporciona rentabilidade real, ou seja, garante o aumento do poder de compra do seu dinheiro, pois seu rendimento é composto por duas parcelas: uma taxa de juros prefixada e a variação da inflação (IPCA).

Tesouro Prefixado: Nesse tipo de aplicação você receberá o valor investido acrescido da rentabilidade na data de vencimento ou resgate do título. O pagamento ocorre de uma só vez, no final da aplicação. É recomendado para quem pode esperar receber a grana até o final do período do investimento.

Custos

O aplicador em títulos do Tesouro Direto precisa pagar algumas taxas. Vamos conhecê-las.  

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é cobrado sobre os rendimentos apenas se você solicitar o resgate nos primeiros 30 dias da aplicação.

Já a taxa de custódia é cobrada semestralmente pela B3 –  Brasil, Bolsa, Balcão para a guarda dos papéis e a segurança das suas informações pessoais. No ano, ela totaliza 0,30%.    

Há também o Imposto de Renda (IR), que incide sobre os rendimentos de forma regressiva. Quanto maior o tempo que o dinheiro permanecer investido, menor será a alíquota. A tributação já fica retida na fonte e você só precisa declarar anualmente.  

Período Aplicado Alíquota de IR
Até 6 meses (180 dias) 22,5%
De 6 meses a 1 ano (entre 181 e 360 dias) 20%
De 1 a 2 anos (de 361 até 720 dias) 17,5%
Mais de 2 anos (acima de 720 dias) 15%

Dica do Gorila

Por ser uma forma segura de investimento, o Tesouro Direto pode ser o início para você investir seu dinheiro de uma forma diferente e mais rentável. É importante que ao adquirir um título você fique de olho na taxa de rentabilidade, tipo de papel e a data do vencimento. Depois da compra você já sabe que fica bem mais fácil acompanhar seus rendimentos através da plataforma do Gorila, né?

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