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Devo, Não Nego. Pago Quando Puder?


Como o Estado brasileiro, uma instituição sólida, a qual arrecada trilhões em impostos, pode não ser capaz de pagar suas contas e continua acumulando a dívida pública?

25/10/2017

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Essa é a hora da gente lembrar dos “torradeiros” de plantão: o povo que tem a incrível capacidade de administrar vários cartões de crédito, prestações, boletos, refinanciamentos e tem inclusive uma certa intimidade com as multas por atraso.

Não precisamos entender muito sobre finanças e números para saber que a probabilidade desse “estilo de vida” se transformar em problemas é alta, pois gerenciar múltiplas despesas demanda um nível de organização e disciplina relativamente alto para que essas dívidas não se transformem em bolas de neve e fujam do controle.

Contudo, hoje vamos falar sobre uma dívida um pouco mais peculiar: os “a pagar” da nossa querida e estimada terra-mãe – a tal da Dívida Pública Brasileira. Você não leu errado: nosso Brasilzão possui sim um “irrisório” débito de R$3,4 Trilhões (valor apurado em Agosto de 2017) com credores dos mais variados tipos.

E quais são os perigos dessa dívida e como ela impacta nossas decisões de investimento?

A Origem do mal

Segundo os nossos universitários (os economistas cabeçudos da nossa equipe) podemos dividir a dívida do nosso país em duas partes: dívida interna e externa (dividir a dívida? Pode isso, Arnaldo?). Essa última ficou muito famosa em 1987 com o “somebody love” que o Brasil deu nos investidores gringos.

O episódio nos deixou bem mal na foto e um calote na dívida pública é considerado algo muito sério para qualquer economia do mundo – implica em uma perda de credibilidade do país e em um encarecimento no custo de novos empréstimos, afinal, quem vai ter coragem de emprestar dinheiro pra um mau pagador novamente? O negócio tem que compensar muito pra valer o risco de um novo calote, não é mesmo? (Lê-se chuva de Juros! $$$$$$).

 

Prazer, Dívida Pública! – Tapando buracos desde os primórdios do nosso Brasilzão

Mas por que se endividar? Elementar caro investidor: o Brasil gasta mais do que ganha e os fatos não negam isso – Em 2016 entraram nos cofres do nosso país a bagatela de R$1,289 trilhões (Wow, “tamo” rico!), no entanto, saíram R$3,11 trilhões (SQN – Yeah-yeah, pegadinha do malandro!)

Detalhe: boa parte do que “entra” nos cofres brasileiros anualmente vem do refinanciamento de dívidas, a chamada rolagem da dívida pública. Na verdade “verdadeira” não entrou dinheiro porque o sistema público foi capaz de trabalhar mais, aumentar sua eficiência e gerar mais receitas: ele simplesmente renovou o empréstimo por um custo maior (dá-lhe juros!).

E quem é o “louco” que empresta “dindim” para o Governo? Os investidores e bancos gringos (BIRD ou BID ou NDB* – tudo farinha do mesmo saco e no bom português os “patrocinadores” internacionais) ou os investidores brazucas mesmo (como fundos de pensão, seguradoras e bancos). Inclusive “nozes”, investidores do tão estimado Tesouro Direto fazemos parte desse último grupo, correspondendo a um percentual médio de 5,4% dos “emprestadores de grana” da Nação (percentual apurado em Agosto de 2017).

É isso aí meus caros, os famosos Títulos Públicos representam um pedaço da dívida pública e um dos credores deste dinheiro somos nós mesmos, investidores,  pessoa física ou jurídica que compram LTNs, NTN-bs, LFTs, entre outros; emprestando dinheiro para a nação brasileira!

*
BIRD = Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (instituição ligada ao Banco Mundial);
BID = Banco Interamericano de Desenvolvimento;
NDB = Novo Banco de Desenvolvimento (criado recentemente pelos BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

 

Miga sua louca, para de fazer dívidas!!!

Pois é, para solucionar esse problema existem duas soluções “mágicas”: ou você aumenta o quanto está entrando no cofre (mais receita, com ajustes nas alíquotas de impostos – quando todos sentem no bolso a dor do aumento no preço da gasolina, tomate, luz e afins) ou você diminui os custos da “máquina pública” e gasta menos (redução das despesas cortando ou diminuindo contas com obras públicas, salários de servidores, programas governamentais e etc).

Ambas as soluções possuem suas vantagens e desvantagens, mas geralmente quem paga a conta é o povo brasileiro – Nenhuma novidade até então.

 

Tão ruim assim? Um mal necessário

A boa notícia é que apesar de tudo o que colocamos acima, é normal que os países de grandes economias realizem dívidas para financiar seus projetos e desenvolverem suas nações.

É claro que tudo é muito lindo na teoria e funciona muito bem na prática quando o dinheiro captado é bem utilizado e investido em projetos que rendem frutos (educação é o exemplo mais legítimo disso). A dívida se torna um problema quando o dinheiro adquirido é mal gasto: a execução dos projetos não acontece conforme o combinado e os orçamentos são ajustados acarretando em custos mais altos que os previstos (em obras isso é bem comum inclusive). No fim das contas a grande culpada nessa história é a falta de organização e planejamento do próprio Estado.

A situação da dívida pública já foi muito mais caótica: comparando com o nosso próprio passado e com nações vizinhas, o Brasil atualmente não é um mal pagador, pelo menos não está entre os piores do mundo (Ufa!).

E agora José? Quais os riscos do Estado não pagar a nós investidores: o “somebody love” do tesouro?

Conforme falamos aí em cima, emprestar dinheiro para o governo, através de investimentos no Tesouro Direito (os tais dos títulos públicos) é uma escolha de baixo risco sim, pois no final das contas não somos mal pagadores!

Na prática, quando o Tesouro Nacional emite os títulos da dívida pública do Brasil e coloca esses papéis na “lojinha” do Tesouro Direto temos um exemplo de emissão de dívida interna. Nesse caso, é difícil considerar um calote interno, pois no “pior dos mundos” há uma “solução” pra tapar o buraco: o governo pode simplesmente imprimir mais dinheiro e não deixar os seus investidores brazucas na mão (nós que compramos as LTNs estaríamos dentro desse grupo).

Mas há consequência nisso: a inflação aumentaria e taxas de juros seriam substancialmente maiores também! Você receberia o que é justo? Não, mas não vai ficar 100% na mão.

No caso da dívida externa isso não funcionaria da mesma forma porque é uma dívida em dólares e sair imprimindo reais não seria um bom plano.

Um outro detalhe interessante é que a taxa básica de juros dos países, entre outros fatores, também varia de acordo com a percepção do mundo sobre a capacidade de um determinado país pagar ou não suas dívidas em dia. E isso influencia diretamente o preço dos títulos: quanto maiores as incertezas sobre o futuro da nação e sua capacidade de gerar dinheiro, empregos e se desenvolver; maiores serão as taxas cobradas pelos empréstimos concedidos a esse país.

 

Resumo da ópera:

Ainda que sejam investimentos extremamente seguros (nunca na história desse país o governo deixou de pagar uma dívida interna, okay?), há riscos envolvendo a remota chance de não recebimento do dinheiro – o tal do risco de crédito ou default.

 

Se você ficou com alguma dúvida ou quer saber mais sobre outros assuntos relacionados a dívida pública deixe seu comentário nas nossas redes sociais! É só seguir a gente no Facebook, Instagram, Twitter e Linkedin e comentar.

 

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