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7 principais taxas cobradas na hora de investir


Conheça 7 principais taxas cobradas para investir seu dinheiro e prepare-se ainda melhor para fazer seus investimentos no mercado financeiro.

24/09/2019

Quem deseja investir e está se educando financeiramente quer colocar em prática, o quanto antes, tudo o que leu e aprendeu para ver o dinheiro ser multiplicado. Porém, é comum que muitos acabem negligenciando as taxas cobradas para investir, seja em títulos de renda fixa ou em ações, por exemplo.

Sim, existem alguns custos para investir o seu dinheiro. E eles não devem ser esquecidos pelos investidores.

Conhecer do assunto é essencial para que não haja “dores de cabeça” futuras. Por isso, leia o artigo e fique por dentro das 7 principais taxas despendidas quando for investir seu dinheiro!

Entendendo o mercado financeiro

A primeira questão que precisa estar clara para o investidor na hora de escolher produtos de investimento é que quase sempre existirão custos envolvendo estes aportes. Eles podem variar de acordo com a modalidade e o produto, mas quase sempre estarão presentes.

Eles podem se apresentar sob forma de taxa, corretagem, emolumentos, entre outras. Até mesmo os impostos (como o IR) devem ser considerados pelo investidor. Veja como declarar o Imposto de Renda dos seus investimentos aqui.

Entretanto, em muitos casos, estes custos acabam sendo esquecidos pelo investidor na hora de aplicar seu dinheiro. Para evitar confusões e escolher o melhor investimento para suas necessidades, veja abaixo as taxas mais cobradas na hora de investir seu dinheiro.

7 Principais taxas cobradas na hora de investir

Conheça e entenda a seguir 7 das principais taxas cobradas para investir que o investidor encontrará na hora de fazer seus investimentos.

1. Taxa de administração

Em um fundo de investimento, por exemplo, o dinheiro aplicado por você será somado ao que fora depositado pelos outros investidores (cotistas). Esse valor deverá ser gerido por gestores especializados e autorizados pela CVM, os quais terão permissão para escolher onde essa quantia será aplicada.

Assim, evita-se conflitos de interesses e a gestão torna-se mais eficiente. Para isso ter efeito, o pagamento da taxa de administração deve ser efetuado.

A taxa de administração é baseada em um custo anual, mas sua cobrança é mensal, com base no valor médio do fundo de investimento. Ela influencia diretamente na rentabilidade do valor investido, pois quanto maior a taxa, pior para quem está investindo.

A cobrança dessa taxa deve sempre constar no regulamento do fundo de investimento. E, caso o valor dessa obrigação aumente, a aprovação em assembleia é obrigatória.

Se você for investir via fundos de investimento, portanto, vale a pena se atentar às taxas de administração cobradas na maior parte destes fundos. Não deixe de analisá-las na hora de escolher seus investimentos.

2. Taxa de performance

Cobrada em alguns fundos de investimento, a taxa de performance é uma taxa que está diretamente ligada à rentabilidade de um fundo. Afinal, ela atua como uma espécie de remuneração pelo desempenho.

Na prática, a taxa de performance é cobrada quando um fundo supera seu benchmark – índice de referência – em rentabilidade. Por exemplo, se um determinado fundo tem a Selic como benchmark e supera a rentabilidade da Selic, pode cobrar uma taxa adicional de performance pelo bom desempenho.

Em geral, fundos que cobram taxa de performance também cobram a taxa de administração. Porém, nem todo fundo cobra a taxa de performance.

De acordo com a CVM, não pode ser cobrada a taxa em questão nos fundos de curto prazo e aplicações de renda fixa de curto prazo.  Por outro lado, pode ser cobrada nos fundos de renda fixa de longo prazo, fundos cambiais, fundos multimercados, entre outros.

A taxa ainda deve obedecer algumas regras:

  • deve ser cobrada de 6 em 6 meses – ou seja, semestralmente – ou em períodos maiores;
  • o índice de referência (ou benchmark) deve estar de acordo com o objetivo do fundo;
  • O fundo deve sempre usar 100% do índice de referência.

3. Taxa de carregamento

Taxa aplicada sobre planos de previdência privada (seja PGBL ou VGBL). Esta taxa pode incidir na primeira contribuição e sobre cada depósito realizado nestes planos.

Muitas instituições não cobram mais a taxa de carregamento. Contudo, deve-se verificar se essa taxa incide no investimento antes de realizar qualquer ação, pois quanto mais alta for esta taxa, menor será a rentabilidade do dinheiro aplicado – e, por consequência, do benefício mensal que será recebido futuramente.

4. Taxa de custódia

É cobrada mensalmente por bancos e corretoras, podendo ser debitada diretamente na conta do investidor. As instituições financeiras costumam, com frequência, cobrar essa taxa, principalmente para manter cadastros e operações registradas.

Porém, não é obrigatória e há instituições que não cobram taxa de custódia.

Vale destacar que, na prática, esta taxa deveria cobrada com o objetivo de cobrir os custos operacionais dos bancos e instituições financeiras com a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidacao e Custodia).

5. Taxa de corretagem

Cobrada pelos bancos, a taxa pode ter valor fixo ou variável, contanto que seja proporcional à quantidade de operações realizadas na bolsa de valores.

É importante sempre se atentar à taxa de corretagem na hora de fazer operações no mercado financeiro. Isso porque, quanto maior a corretagem, menor tende a ser o lucro dos investidores em suas operações.

6. Emolumentos

Custos cobrados pela bolsa de valores B3 para custear as despesas geradas com as transações financeiras no mercado de ações.

Você pode conhecer as taxas de emolumentos cobradas clicando aqui.

7. Impostos

Por último, é importante que o investidor também se atende aos impostos cobrados sobre o rendimento de alguns investimentos. O mais comum é o Imposto de Renda, que pode ser cobrado em operações que envolvem os rendimentos de renda fixa e renda variável.

As aplicações que são isentas de IR são: Caderneta de poupança, Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Debêntures incentivadas.

As aplicações que sofrem tributação são: Certificado de Depósito Bancário (CDB), títulos do Tesouro, Letra de Câmbio (LC), Debêntures, Certificados de Operações Estruturadas (COE), ações, fundos de investimento, e outros.

Em títulos de renda fixa – públicos e privados – é comum que o Imposto de Renda seja descontado automaticamente – no vencimento ou no resgate dos valores. Muitos destes investimentos, inclusive, utilizam-se da tabela regressiva de IR, que varia de 22,5% a 15% sobre o rendimento.

Operações na modalidade Day Trade têm incidência de 20% de IR, enquanto outras operações em renda variável são tributadas em 15% sobre o lucro.

Ainda, ressalta-se que outros investimentos também podem ter a cobrança do IR:

Exemplos de custos para investir

Confira a seguir alguns exemplos de custos com os quais você deverá arcar ao investir o seu dinheiro:

  • Poupança: não incide IR e nem taxa de administração;
  • Tesouro: incide Imposto de Renda e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF); pode ser cobrada taxa de administração e há cobrança de taxa de custódia;
  • CDB: não há cobrança de taxas, mas corretoras podem cobrar a taxa de custódia. Incide IR e IOF;
  • Fundos de Investimento: pode cobrar taxa de administração e taxa de performance. Sobre eles, incide o IR e o IOF.
  • LCI e LCA: taxa de custódia pode ou não ser cobrada. Isento do IR;
  • Letra de Câmbio: Incide IR, e para resgates com menos de 30 dias, é cobrado o IOF – assim como nos demais investimentos. Pode ser cobrada a taxa de custódia;
  • Ações: emolumentos, taxa de custódia e taxa de corretagem. Imposto de Renda de 15%, sendo de 20% para Day Trade.

Conclusão

Para saber quais as taxas e impostos que serão cobrados no seu investimento, é fundamental entender as características dos produtos de seu interesse antes de investir o seu dinheiro.

Tenha sempre em mente que os custos para investir o seu dinheiro poderão afetar diretamente a sua rentabilidade. E, por isso, devem ser sempre considerados pelo investidor.

Portanto, quando for escolher o investimento ideal para você, não deixe de avaliar todos os custos envolvidos para não se frustrar e prejudicar seus rendimentos!

Agora que você aprendeu sobre os principais custos envolvidos na hora de investir seu dinheiro, que tal acompanhar nosso canal no Youtube e continuar sua caminhada para se tornar um grande investidor?

O Gorila oferece ferramentas para que você possa entender as opções de investimentos e tomar as melhores decisões quando se trata do seu dinheiro. Os guias que oferecemos e as informações que providenciamos são transparentes e isentas. Nós apresentamos os prós e contras das opções atualmente disponíveis. Esperamos que encontre o que é melhor para você!

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